Perus, Perus — By Day No Water, by Night No Light: Collectivities, School, Art, and Territory
DOI:
https://doi.org/10.21814/rlec.6523Keywords:
artistic collectives, peripheries, city and community, art in school, neighbourhood of PerusAbstract
This article examines established and seemingly immutable forms of knowledge, articulating reflections grounded in the recognition of the peripheral neighbourhood of Perus, located in the north-western zone of the city of São Paulo. This territory has historically been marked by the stigma of water and electricity shortages, while simultaneously standing out for the creative vitality of artistic collectives such as Ocupação Artística Canhoba — home to the Grupo de Teatro Pandora — and Comunidade Cultural Quilombaque. These collectives offer multiple possibilities for connecting art, community, and public education, in dialogue with a symbolic and material element of the territory: the Fábrica de Cimento Portland Perus. Theoretical references include Henri Lefebvre (1968/2011) and Tiaraju Pablo D’Andrea (2013, 2020), the text engages with the urban, artistic, and educational fields of peripheral studies in their broadest sense, seeking to relate peripheral subjects — still underrepresented — at their intersection: basic education students, cultural projects developed in and by the “quebradas” of the city (a colloquial term commonly used in Brazil to refer to peripheral neighbourhoods), collectivities, and possible new horizons. Methodologically, the reflections derive from practices developed in a public school, involving participants and mediated through artistic languages. The findings suggest that actions involving art and local collectivities can be fundamental in disrupting the logic that frames the periphery solely as a place defined by historical deprivations.
Downloads
References
Ansara, S. (2009). O legado da greve de Perus: Lembranças de uma luta operária. Cadernos Ceru, 20(1), 241–256. https://doi.org/10.1590/S1413-45192009000100014
Barbosa, A. M. (2001). John Dewey e o ensino da arte no Brasil (3.ª ed.). Cortez.
Barbosa, A. M. (2007). As mutações do conceito e da prática. In A. M. Barbosa (Ed.), Inquietações e mudanças no ensino da arte (3.ª ed.). Cortez.
Barbosa, A. M. (2009). A imagem no ensino da arte: Anos oitenta e novos tempos (6.ª ed.). Perspectiva. (Trabalho original publicado em 1991)
Barbosa, A. M. (2023). Criatividade: Da originalidade à ação coletiva. In A. M. Barbosa, & A. N. da Fonseca (Eds.), Criatividade coletiva: Arte e educação no século XXI (pp. 322–330). Perspectiva.
Centro de Memória Queixadas. (s. d.). Quem somos. Retirado em 03 de março de 2024, de https://cmqueixadas.com.br/quem-somos/
Comunidade Cultural Quilombaque. (s. d.). História. Retirado em 08 de outubro de 2021, de https://comunidadequilombaque.blogspot.com/p/historia.html
D’Andrea, T. P. (2013). A formação dos sujeitos periféricos: Cultura e política na periferia de São Paulo [Tese de doutoramento, Universidade de São Paulo]. Repositório Científico USP.
D’Andrea, T. P. (2020). 40 ideias de periferia. Dandara.
Davis, M. (2006). Planeta favela (B. Medina, Trad.). Boitempo.
Dicionário Priberam. (s. d.). Quebrada. Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Retirado em 10 de janeiro de 2025, de https://dicionario.priberam.org/%5Bquebrada%5D
Em Movimentos. (2020). Podcast 10 | Fica Quilombaque – Tata [Episódio de podcast]. YouTube. https://youtu.be/5Kh_ZViXcos
Federici, S. (2014). O feminismo e as políticas do comum em uma era de acumulação primitiva. In R. Moreno (Ed.), Feminismo, economia e política: Debate para a construção de igualdade e autonomia das mulheres (pp. 145–158). SOF Sempre Viva Organização Feminista.
Freire, P. (1996). Pedagogia da autonomia: Saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra.
Grinberg, K., Abreu, M., & Mattos, H. (2019). História pública, ensino de história e educação antirracista. Revista História Hoje, 8(15), 17–38. https://doi.org/10.20949/rhhj.v8i15.523
Grupo Pandora de Teatro. (s. d.). Grupo Pandora de Teatro apresenta: Comum.
Guimarães, A. (2016). Pó: O lugar no corpo está na flor da pele. In A. S. Rozestraten, G. Barros, V. Bartalini, K. O. Leitão (Eds.), Atas do 1º Colóquio Internacional ICHT (pp. 238–245). FAU/USP.
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (s. d.). Cidades e estados. https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/sp/sao-paulo.html
Instituto Tomie Ohtake. (2019). Caminhos do concreto – EMEF Júlio de Oliveira [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/8YxCVtRl5WI
Lefebvre, H. (2011). O direito à cidade (R. E. Frias, Trad.). Centauro. (Trabalho original publicado em 1968)
Lei nº 16.050, de 31 de julho de 2014, Diário Oficial da Cidade de São Paulo, 01 de agosto de 2014. (2014). http://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/lei-16050-de-31-de-julho-de-2014
Martins, V., Caroba, M. H., & Gobbi, M. A. (2021). Entre terra e alimentos saudáveis as mulheres do GAU (Grupo de Agricultura Urbana) e o plantio na quebrada: Princípios do comum? In M. A. Gobbi, & J. D. Pito (Eds.), Coletivos, mulheres e crianças em movimentos: Na pandemia, do podcast ao livro (pp. 120–127). FEUSP.
Neiman, L. (2021). Desenhar e fotografar com crianças na cidade: Criando outros tempos no espaço urbano. In M. A. Gobbi, & J. D. Pito (Eds.), Coletivos, mulheres e crianças em movimentos: Na pandemia, do podcast ao livro (pp. 226–236). FEUSP.
Palco. (s. d.). O projeto. Retirado em 09 de julho de 2025, de https://www.projetopalco.com.br/site/o-projeto
Penha, L. O. C. (2023). Das frestas dos muros: O ensino de arte em diálogo com o território, a partir de Paulo Freire. [Tese de doutoramento, Universidade de São Paulo]. Repositório Científico USP. https://doi.org/10.11606/T.27.2023.tde-17112023-110348
Pinheiro, A. (2021). TCA/2019-Ditadura [Vídeo]. YouTube. https://youtu.be/_PS65O-ytfw
Pinheiro, A. J. (2023). Entre o pó de cimento e o sopro de esperança: Experiências com curadoria e fotografia na escola. Manuscrítica: Revista de Crítica Genética, 48, 75–88. https://doi.org/10.11606/issn.2596-2477.i48p75-88
Pires, S., Kramer, C. M., & Pinto, J. B. (1997). Mário Carvalho de Jesus: Um testemunho digno de ser lembrado. Frente Nacional dos Trabalhadores.
Portaria Secretaria Municipal da Educação – SME Nº 5.930, de 14 de outubro de 2013 (2013). https://legislacao.prefeitura.sp.gov.br/leis/portaria-secretaria-municipal-da-educacao-5930-de-15-de-outubro-de-2013
Povo. (2016, 19 de outubro). Manifesto território do povo. Retirado em 23 de junho de 2025, de https://territoriodopovo.blogspot.com/2016/10/manifesto-territorio-do-povo.html
Rede Nossa São Paulo. (2023). Mapa da desigualdade 2023. Retirado em 22 de setembro de 2025, de https://institutocidadessustentaveis.shinyapps.io/mapadesigualdadesaopaulo
Rolnik, R. (1995). O que é cidade. Brasiliense. (Trabalho original publicado em 1988)
Sader, E. (1988). Quando novos personagens entraram em cena: Experiências, falas e lutas dos trabalhadores da Grande São Paulo (1970–80). Paz e Terra.
Santos, M. (2002). A natureza do espaço: Técnica e tempo, razão e emoção. Edusp. (Trabalho original publicado em 1996)
Santos, M. (2022). Por uma geografia nova: Da crítica da geografia a uma geografia crítica. Edusp. (Trabalho original publicado em 1978)
Santos, M. (2023). Por uma outra globalização. Record. (Trabalho original publicado em 2000)
Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa. (2020, 01 de junho). PIÁ, PIAPI e Vocacional. Prefeitura Municipal de São Paulo. https://prefeitura.sp.gov.br/web/cultura/w/bibliotecas/programas_projetos/27970
Secretaria Municipal de Educação. (2014). Plano de navegação do autor: Caderno do professor. SME/ DOT.
Sarr, F. (2019). Afrotopia (S. Nascimento, Trad.). (Trabalho original publicado em 2016)
Silva, R. (2022). Decolonialidade do saber: As ecologias dos saberes na produção do conhecimento. Revista Katálysis, 25(2), 356–364. https://doi.org/10.1590/1982-0259.2022.e84178
Soares, S. (2021). Poéticas periféricas. In M. A. Gobbi, & J. D. Pito (Eds.), Coletivos, mulheres e crianças em movimentos: Na pandemia, do podcast ao livro (pp. 73–77). FEUSP.
Spivak, G. (2010). Pode o subalterno falar? (S. R. G. Almeida, M. P. Feitosa, & A. P. Feitosa, Trads.). UFMG. (Trabalho original publicado em 1988)
Tarkovski, A. (2010). Esculpir o tempo (3.ª ed., J. L. Camargo, Trad.). Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1985)
Downloads
Published
How to Cite
Issue
Section
License
Copyright (c) 2025 Adriano Pinheiro, Márcia Aparecida Gobbi

This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
Authors own the copyright, providing the journal with the right of first publication. The work is licensed under a Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional License.


