Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec <p>A&nbsp;<em>Revista Lusófona de Estudos Culturais</em>&nbsp;(RLEC)/<em>Lusophone Journal of Cultural Studies</em>&nbsp;(LJCS) (e-ISSN: 2183-0886, ISSN: 2184-0458) é uma revista temática da área dos Estudos Culturais. Publicada desde 2013 no sistema OJS, esta revista de acesso aberto tem um rigoroso sistema de arbitragem científica e é publicada em português e em inglês duas vezes por ano (junho e dezembro). De 2013 a 2016 foi publicada pela Universidade do Minho e Aveiro, em conjugação com o Programa Doutoral em Estudos Culturais. Em 2017, passou a ser publicada, exclusivamente, pelo&nbsp;<a href="http://www.cecs.uminho.pt/" target="_blank" rel="noopener">Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade</a>, do Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho. O conselho editorial da RLEC integra reputados especialistas dos Estudos Culturais, de diversos pontos do mundo.&nbsp;</p> pt-PT <p>Os autores, individuais ou colectivos, dos artigos publicados transferem para a&nbsp;<em>Revista Lusófona de Estudos Culturais&nbsp;</em>o exclusivo do direito de publicação sob qualquer forma.</p> rlec@ics.uminho.pt (Revista Lusófona de Estudos Culturais) rlec@ics.uminho.pt (Revista Lusófona de Estudos Culturais) Mon, 29 Jun 2020 15:02:33 +0000 OJS 3.2.1.1 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Narrativa documental para uma nova apreensão de um espaço público estigmatizado https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2121 No seguimento de um projeto audiovisual realizado ao longo de quinze anos em cidades do Sul da França, os locais turísticos estão agora a ser filmados como parte de uma nova série de documentários, contadno a história numa tentativa de melhor entender a vida cotidiana nessas áreas facilmente estigmatizadas. O objetivo é apreender o espaço público do ponto de vista urbano (Paquot, 2009) e dos média (Habermas, 1978), para tentar entendê-lo melhor (Niney, 2000). O documentário criativo oferece um dispositivo (Agamben, 2007) e a possibilidade de compartilhar uma experiência através da arte (Dewey, 1915) que incentiva uma abordagem sensível ao território turístico. Requer a narração de um território em imagens e sons, quer seja através das palavras de turistas (Augé, 1997) ou de viajantes (Paquot, 2014) ou através do comportamento em “filmes de família” (Odin, 1995), por exemplo. Essa narrativa de um território baseia-se na relação que o homem estabelece com o local turístico. Assim, de certa forma, este imagina uma realidade afirmando um ponto de vista. Deste modo, permite uma jornada mais ou menos imaginária para a pessoa que a experiência, bem como para o espectador no final. Natacha Cyrulnik Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2121 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Suscitar a palavra a partir de imagens de ficção: uma questão de ciência pública ou de arte pública? https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2213 Partindo de um dispositivo de entrevistas particular, recentemente testado como parte de um projeto de pesquisa interdisciplinar que associa Sociologia e Cinema, este artigo propõe uma reflexão sobre os problemas envolvidos no uso da vídeo-elicitação, isto é, da condução de entrevistas suscitadas pela visualização de imagens, neste caso imagens de ficção realistas. Primeiro, podemos ver aí um desafio para a pesquisa em Ciências Sociais, quando a vídeo-elicitação tenta superar uma dificuldade conhecida, que está associada ao risco de imposição da problemática aos entrevistados pelo investigador no contexto da pesquisa por entrevista. Segundo, neste caso é possível extrair, de maneira mais ampla, uma questão para a ciência pública, cidadã, que esteja atenta à implicação dos atores sociais nas perguntas e nas suas análises, com respeito pela sua experiência prática para entrar numa forma de co-construção de conhecimento. Finalmente, podemos detetar aí um desafio artístico com a abertura de um novo repertório de expressão pública, combinando, numa forma de arte pública: a produção artística de um tempo passado (o arquivo audiovisual de ficção); a remobilização em escritos multimédia evocando emoção e reação; e o comprometimento por meio de novas mediações tecnológicas numa apropriação estética da fricção da experiência sensível. Nestas condições de reutilização, os arquivos audiovisuais de ficção poderiam encontrar um novo valor que possa ser associado ao movimento de patrimonialização e à busca de raízes que caracterizem as nossas sociedades globalizadas e em mutações permanentes. Pascal Cesaro, Pierre Fournier Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2213 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 A economia moral do turismo https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2211 Neste artigo, sugiro que a indústria do turismo mundial está mobilizada em torno de um núcleo, a atração turística, que está afastada e protegida do intercâmbio económico. Se o turismo é, de facto, a maior indústria do mundo, é por causa e não a despeito da separação da sua principal estrutura motivacional e moral do mercado. Aqui exploro as implicações do facto de que o sistema global de atrações turísticas é uma enorme coleção de “bens gratuitos” democráticos, abertos e disponíveis para todos verem. A indústria do turismo depende desta oferta interminável de atrações de livre acesso, mantidas por governos, ONG e/ou simplesmente existentes na sociedade e na natureza. A indústria do turismo mundial só pode prosperar se a sua estrutura moral e motivacional permanecer isolada das transações do mercado. O Taj Mahal, a Torre Eiffel, o Partenon, o Grand Canyon, a Estátua da Liberdade, as Montanhas Karakorum, etc., não estão à venda. Mais de mil milhões de turistas gastam 1,5 biliões de dólares por ano para viajar internacionalmente e ver coisas que não podem comprar ou ter no sentido material; que ninguém, por mais rico que seja, pode comprar; que muitas vezes nem conseguem tocar. A enormidade do turismo hoje é possível apenas porque as forças causais que estão no coração da economia do turismo são inteiramente imaginárias e simbólicas. Na sua essência, a economia turística é menos económica do que fenomenológica. E o principal impulso do turismo, a sua motivação mais profunda, não é materialista, mas democrática. O overtourism (excesso de turismo) resulta da própria indústria que explora agressivamente o facto de que não implica matérias-primas, não necessita de desenvolver cadeias de fornecimento, não precisa de fábricas e não se envolve em qualquer conceção, fabrico, montagem ou distribuição. O consumidor trabalha de graça, na realidade, paga para fazer o trabalho do turismo e torna-se o produto. Estas eficiências neoliberais levam ao overtourism. O overtourism pode ser facilmente controlado ao nível local. Dean MacCannell Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2211 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Arte pública urbana e comunicação turística https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2119 O presente texto, por um lado, visa descortinar alguns dos debates recentes sobre a arte pública urbana, e as suas práticas mais criativas. Nesta perspetiva, apresenta-se um estudo de caso ilustrativo sobre o Iminente Festival enquanto interculturalidade imanente à arte pública. Em seguida, discute-se a e-arte pública, ou seja, a arte pública que é produzida e partilhada no ciberespaço e no cibertempo. Depois, estas iniciativas artísticas são confrontadas com controvérsias, clássicas e atuais, acerca das culturas móveis como o turismo e, em especial, o processo da comunicação turística. Novas epistemologias e metodologias sociológicas encontram-se igualmente abordadas, e exemplificadas com a Sociologia Artística, a Hibridologia e a Banda Desenhada Sociológica. Finalmente, um breve glossário busca sintetizar e definir alguns conceitos sociológicos que circunscrevem processos sociais centrais, subjacentes à articulação e hibridação entre a arte pública urbana e a comunicação turística. Pedro Andrade Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2119 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Curitiba, minha linda: média digitais, identidade e cidadania https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2117 Este artigo trata da comunicação via design voltada para as cidades inteligentes. Ser uma cidade inteligente tem sido uma estratégia adotada por várias cidades. Com base nas tecnologias da informação e comunicação (TIC), cidades inteligentes visam atrair investimentos, aumentando a competitividade, e, assim, melhorar a qualidade de vida de seus moradores e visitantes. Por isso, a geração de objetos e elementos de comunicação disponibilizados pelos municípios, tanto na forma física quanto na digital, faz parte desse processo. Nesse sentido, estudos sobre o papel do design nas cidades vêm sendo desenvolvidos, principalmente na Europa, com repercussões recentes no Brasil. Porém, pouco se sabe como os municípios se apropriaram dessas novas tecnologias para fortalecer a identidade local e promover a cidadania, caracterizando-as como cidades inteligentes. Assim, este artigo discute o papel do design associado aos média digitais atualmente em uso, buscando entender sua contribuição para o comportamento do cidadão auto consciente, independente e atento. Considerando que Curitiba se auto nomeia uma cidade inteligente, o estudo aqui apresentado tem como objetivo identificar a maneira pela qual o governo da cidade considera os elementos de comunicação associados aos seus projetos. Como método, realiza um estudo de campo, levando em consideração as imagens postadas no Instagram, link da mesma cidade, e os estudos sobre a sociedade em rede (Castells, 2006), os conceitos de não-lugar (Augé, 1994) e de “enxame digital” (Han, 2018). Como resultado, o estudo aponta a relevância no avanço de pesquisas que considerem o papel político dessas inserções, para que o resultado das ações venha a contribuir para a construção da cidadania. Virginia Borges Kistmann Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2117 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Mover o olhar sobre circulações da arte e receção https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2300 Contribuição sobre culturas móveis, este texto aborda circulações físicas, visuais e imaginárias da arte com passagem do museu e de exposições para o espaço público. Assim, arte de indoors para outdoors com mutações que atravessam os quadros da visitabilidade, semiologia, mediações e modos de perceção versus receção. Algumas recriações de Las Meninas de Diego Velázquez e Zodiac Heads/Circle of Animals de Ai Weiwei são exemplos em contraponto que ilustram a problemática da mobilidade, com metamorfoses e itinerâncias. Mover o olhar significa seguir essas viagens como um salto interpretativo sobre contextos e relações com a arte. Idalina Conde Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2300 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 A arte pública entre património e ideário. O itinerário artístico de Siah Armajani https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2215 Siah Armajani (1939-) é um escultor de origem iraniana que ainda muito jovem emigrou para os EUA, onde empreendeu uma carreira artística, sediada em Minneapolis, no Minnesota. Para além de autor de uma vasta e reconhecida obra escultórica, Armajani é também um ensaísta, sendo autor do texto “Manifesto public sculpture in the context of american democracy” (Armajani, 1995), que acompanhou a exposição “Espaços de Leitura” que apresentou, em 1995, no Museu d’Art Contemporani de Barcelona (MACBA). O interesse da obra de Armajani decorre da mesma resultar de um inequívoco engagement a um ideário sócio-utópico-artístico que problematiza o estatuto do regime autoral, e que rejeita a autorreferencialidade da obra, circunstância rara no contexto da produção artística contemporânea. Esteticamente contemporânea, a obra de Armajani logra resolver um dos dilemas mais amargos da arte moderna e contemporânea, formulado por Arnold Schoenberg: “se é arte, não é para todos, e se é para todos não é arte” (Schoenberg, 1950, p. 124). Curiosamente, o ideário veiculado por Armajani não é em absoluto inédito. Em múltiplos aspetos o mesmo coincide com o do movimento em prol da arte pública que se formou na Bélgica, nos finais do século XIX, e que deu origem à organização de quatro congressos internacionais de arte pública, dois deles com participação portuguesa documentada, aspeto por onde se inicia o presente estudo. José Abreu Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2215 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 As novas técnicas de pesquisa em comunicação visual: uma proposta metodológica da videografia https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2120 O objetivo deste trabalho é mostrar a aplicação da videografia na pesquisa em comunicação e especificamente a proposta de um modelo metodológico para produções audiovisuais de não-ficção. Superados os debates sobre a fragilidade epistémica da antropologia audiovisual, podemos adotar essas ferramentas visuais caracterizadas pela diversidade de formatos e suportes à pesquisa social. Para o estudo do documentário, a interdisciplinaridade permite um trabalho flexível baseado na inter-relação de elementos das diversas disciplinas envolvidas. Propomos um modelo metodológico composto pela aplicação de análise visual, entrevista em profundidade e videografia para o estudo do documentário audiovisual. Aplicamos o plano metodológico a uma amostra de documentários em diferentes formatos. A natureza expandida ou imersiva dos documentários que analisamos levou-nos à criação de categorias de análise específicas para esses novos formatos como o interativo, o transmedia ou o imersivo. Além disso, introduzimos o vídeo em 360º num de nossos estudos de caso para conhecer as suas possibilidades. O artigo fornece uma comparação entre os formatos de vídeo e uma reflexão teórica em torno do olhar do pesquisador e da natureza autorreferencial da pesquisa que compartilha o audiovisual simultaneamente como objeto e método. Alba Marín, Fernando Contreras Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2120 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Para uma metodologia visual em ação na investigação-criação: o exemplo de SORODAS https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2302 Este texto apresenta uma metodologia em funcionamento no Departamento de Comunicação Hipermédia da Universidade Savoie Mont Blanc, França, que se baseia, há vários anos, numa estreita colaboração entre as Ciências da Informação/Comunicação e as Ciências da Arte, a fim de permitir a produção de dispositivos inovadores na investigação-criação de artes digitais, nomeadamente dispositivos construídos em hipermédia. Um testemunho desta estratégia é a obra SORODAS de Carole Brandon, planeada para o Atelier-Laboratoire IDÉFI-CréaTIC[S] Langue[S] & Patrimoine[S], que seria deslocalizado para as ilhas de Mayotte no Oceano Índico, em 2018. Mesmo que a viagem da equipa deste projeto tenha sido finalmente cancelada dois dias antes da partida, devido a eventos e manifestações ocorridos na ilha, este dispositivo hipermédia e artístico foi acompanhado por um longo trabalho preliminar interdisciplinar, de pesquisa em antropologia visual e metodologia de projeto, conduzida em conjunto pela equipa de Ghislaine Chabert e Carole Brandon. Contando com a colaboração dos alunos do Mestrado Digital Creation, este território de Mayotte, difícil de circunscrever devido ao seu afastamento geográfico e ao seu passado tumultuoso, não poderia decentemente ser abordado sem diversas precauções entretanto tomadas. O presente texto inclui uma amostra dos resultados obtidos, apresentados parcialmente num estilo de escrita inspirado na linguagem das redes sociais e experimentado no projeto. Por exemplo, os autores escrevem “®ver” em vez de “rever”, para sublinhar a dualidade do processo de “(re)visão” no tempo. Ou por vezes substituem os parêntesis simples ( ) por (-! !-), ou seja, usam a notação emojis, formada por ideogramas e smylies, muito frequente no ciberespaço e nas redes sociais digitais. Carole Brandon, Marc Veyrat Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2302 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Aplicações móveis para o turismo cultural: Caminhos de Santiago https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2126 Este artigo apresenta o resultado do estudo sobre as aplicações móveis na área do Turismo Cultural para os Caminhos de Santiago. Este estudo foi desenvolvido no âmbito da atividade B2 “Gestão de conteúdos pertencentes ao património cultural nacional baseado em sistemas abertos de preservação e interação” do projeto CHIC – “Cooperative Holistic View on Internet and Content” (POCI-01-0247-FEDER-024498). A atividade B2 tem como objetivo conceber e implementar uma plataforma para o desenvolvimento de aplicações móveis, que suporte conteúdos de média avançados como realidade aumentada, vídeo 360º e dados georreferenciados, tendo sido selecionada como prova de conceito o desenvolvimento de uma aplicação para os Caminhos de Santiago. Neste artigo são apresentadas e analisadas as principais caraterísticas das aplicações móveis existentes para os Caminhos de Santiago. Miguel Mazeda, Luís Teixeira Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2126 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Contraponto ao reducionismo “grafite versus pichação” em São Paulo, capital https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2122 Pretende-se problematizar a propalada divisão entre grafites e pichações em São Paulo, capital, maior cidade brasileira, onde existiriam duas manifestações visuais diferentes, com praticantes exclusivos, sendo o grafite sempre colorido, autorizado pelo dono do suporte e positivo para a paisagem, enquanto à pichação caberia poluir a cidade com letras pretas, crípticas e indecifráveis, atitude criminalizável. Pretendemos demonstrar, ao contrário, confluências de processos de modelização poética em “imagens isoladas”, “sequências” e “quadros” de grafites e pichações em todas as regiões da capital paulista. Após uma primeira etnografia em busca dessas imagens em diferentes períodos entre 2011 e 2015, para a pesquisa de doutoramento, captamos registros fotográficos inéditos em setembro de 2019, aos quais relacionaremos a base teórica semiótica e estrutural (Lotman, 1978; Todorov, 1969, 1971, 1980) e o referencial da epistemologia complexa (Morin, 2013, 2008). Marcos Zibordi Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2122 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 A pintura artística em espaços urbanos tombados no Brasil: limites e possibilidades https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2125 As cidades nascem para possibilitar a convivência das pessoas e o compartilhamento de sua vida cotidiana. Como habitat, são palcos para manifestações as mais variadas, inclusive artísticas, reveladas por suas formas arquitetônicas, pelos estilos de vida, e pela percepção e atitudes ambientais daqueles que nelas habitam. Algumas cidades tornam-se monumentos e frações do seu espaço, passam a ser regidas por normas especiais e diferenciadas, mais restritivas. O tombamento estabelece um regime diferenciado de exercício do direito de propriedade, com obrigações para proprietários e vizinhos, que o tornam um espaço de exceção. Neste artigo discute-se como compatibilizar as manifestações artísticas, em especial a pintura em imóveis tombados, com o objetivo de pontuar as principais questões e estabelecer delineamento legal das normas de preservação sobre a matéria. O resultado esperado é contribuir para uma melhor compreensão do tema através de um panorama e da contextualização da discussão, bem como de documentos legislativos e bibliografia pertinente, com foco na compreensão dos limites para a atuação da fiscalização pela Administração Pública brasileira na compatibilização entre a preservação de bens culturais e a efetivação da democracia e exercício de direitos culturais. A metodologia de pesquisa consistiu em pesquisa bibliográfica, realizada através da análise de livros, artigos científicos, de revista e pesquisa documental quanto à legislação específica. Fabiana Santos Dantas Direitos de Autor (c) 2020 Revista Lusófona de Estudos Culturais https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2125 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Nota introdutória: artes públicas para a comunicação turística? https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2665 A arte pública, para além da intenção manifestada na sua produção e escrita por parte dos seus artistas, ou para lá do seu consumo e leitura pelos respetivos públicos, compreende-se igualmente nos processos de mediação entre a sua criação e fruição. Uma tal intermediação é operada por vários contextos comunicativos, como um museu ou um evento numa rua ou praça urbanas. Com efeito, a arte pública é comunicada no seio de múltiplas esferas do espaço público urbano. Ou seja, estende-se e entende-se, funda-se e funde-se em outros processos sociais, de diversas maneiras segundo o tipo de ambiente social onde a arte pública ocorre. Por exemplo, uma obra de arte pública pode articular ou miscigenar dimensões socioeconómicas, políticas e culturais... Pedro Andrade, Mário Caeiro Direitos de Autor (c) 2020 https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2665 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Huebener, P., O’Brien, S., Porter, T., Stockdale, L. & Zhou, Y. (Eds.) (2017). Time, globalization and human experience. Londres: Routledge. https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2673 Esta recensão versa sobre o livro Time, globalization and human experience, publicado em 2017. Na obra participam autores, cujas trajetórias académicas estão ligadas aos Estudos Culturais, Estudos Sociais da Ciência e da Tecnologia e Estudos dos Média. É um livro de grande atualidade e que contribui para o exercício da política na contemporaneidade. A sua leitura oferece uma análise da globalização, suas implicações e efeitos, a partir do conceito de tempo. Os diversos capítulos revisitam autores como David Harvey e escavam alguns detalhes do tempo no espaço mundial. Emília Araújo Direitos de Autor (c) 2020 https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2673 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Hillaire, N. (2019). La réparation dans l’art. Paris: Nouvelles Éditions Scala. https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2680 O que dizer sobre este livro? Que não é um livro, mas um monumento (no sentido de um teatro de memória ou teatro da memória), ou melhor, um arquipélago. Ele é estonteante. O que Norbert Hillaire empresta da abordagem arquipelágica (mesmo que a expressão não tenha sido usada pelo autor) é a postura do artista que, estrangeiro ou exilado em si mesmo, afasta-se da essência, para olhar o mundo como uma diferença – uma lacuna que constitui um novo significado. Consequentemente, a estrutura é modelada na descontinuidade do tempo, ou melhor, na sua fragilidade, libertando-se de todas as pretensões demiúrgicas, curvando-se sobre “as mais pequenas expressões dos dias seguintes aos dias” (pp. 342-343)... Dina Germanos Besson Direitos de Autor (c) 2020 https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2680 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Stalder, F. (2018). The digital condition. Cambridge: Polity Press. https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2679 Ao longo das últimas décadas, a palavra “digital” tornou-se recorrente nos mais diversos discursos e meios de comunicação. Usada tanto como substantivo como para qualificar diferentes ações, produtos e experiências, passou a fazer parte do léxico quotidiano surgindo, ao mesmo tempo, como palavra-chave em inúmeros projetos e artigos científicos. Em conjunto, estas distintas abordagens contribuíram para um consenso generalizado em torno da ideia de que as tecnologias digitais condicionam todas as esferas da vida contemporânea. Mas o que caracteriza, exatamente, a “condição digital” em que vivemos? Se a questão era já pertinente em 2016, quando a primeira edição do livro de Felix Stalder foi lançada, a sua relevância é hoje ainda mais evidente... Helena Barranha Direitos de Autor (c) 2020 https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2679 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000 Um autor de arte pública urbana: Luis Baldini https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2677 Entrevista a Luis Baldini, um autor de arte pública urbana Pedro Andrade Direitos de Autor (c) 2020 https://rlec.pt/index.php/rlec/article/view/2677 Mon, 29 Jun 2020 00:00:00 +0000