Quadrinhos Resistentes — Novelas Gráficas Contra a Violência de Género no Mundo Lusófono: Um Mapeamento
DOI:
https://doi.org/10.21814/rlec.6644Palavras-chave:
violência de género, novela gráfica, mundo lusófono, Brasil, PortugalResumo
A violência de género, definida como qualquer ato de violência praticado com base no género da vítima (Boyle, 2019), constitui um fenómeno estrutural com custos socioeconómicos substanciais. Só em Portugal, estima-se que a violência de género represente um encargo anual de 8,4 milhões de euros para o Estado (European Institute for Gender Equality, 2021), enquanto no Brasil uma das formas mais prevalentes de violência de género, a violência contra as mulheres, custa ao Estado cerca de 214,42 mil milhões de reais, equivalentes a 38,60 mil milhões de euros (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais, 2023). Em paralelo, o mercado da banda desenhada e da novela gráfica tem registado um crescimento significativo em ambos os países, com Portugal a evidenciar um aumento de 73% nas vendas em 2021 (Coelho, 2022; Queirós, 2022) e o Brasil a registar um crescimento na produção de títulos impressos de banda desenhada (Martinez, 2023). Apesar do aumento do número de narrativas gráficas feministas e da respetiva investigação académica, ainda não foi realizado um estudo sistemático centrado especificamente na banda desenhada e nas novelas gráficas que abordam a violência de género no contexto lusófono. O presente artigo procura colmatar essa lacuna, apresentando um mapeamento abrangente de novelas gráficas publicadas no Brasil e em Portugal que exploram esta temática. Foram inicialmente identificadas 40 narrativas gráficas através de uma metodologia previamente definida. Destas, foram selecionados 24 títulos para análise detalhada com base em dois critérios principais: conformidade com a definição de novela gráfica adotada e a relevância da violência de género na narrativa. O mapeamento revelou uma heterogeneidade temática e formal significativa no corpus. Entre os principais resultados, destaca-se a predominância da produção brasileira na publicação de novelas gráficas que abordam a violência patriarcal, bem como uma presença expressiva de obras de ficção.
Downloads
Referências
Ahmed, M. (2023). Women and comics: Politics and materialities. In M. Ahmed (Ed.), The Cambridge Companion to comics (pp. 225–243). Cambridge University Press. https://doi.org/10.1017/9781009255653.015
Avelino, S. T. B. (2023). Patrícia Galvão: The first female Brazilian cartoonist. Revista Lusófona de Estudos Culturais, 10(2), 21–35. https://doi.org/10.21814/rlec.4689
Baetens, J., & Frey, H. (2015). The graphic novel: An introduction. Cambridge University Press.
Baptista, M. M. R., & Himmel, R. I. P. de L. (2016). ‘For fun’: (De)humanizing Gisberta – The violence of binary gender social representation. Sexuality & Culture, 20, 639–656. https://doi.org/10.1007/s12119-016-9350-5
Beaty, B. (2012). Comics versus art. University of Toronto Press.
Bento, B. (2014). Brasil: País do transfeminicídio. Centro Latino-Americano em Sexualidade e Direitos Humanos.
Boyle, K. (2019). What’s in a name? Theorising the inter-relationships of gender and violence. Feminist Theory, 20(1), 19–36. https://doi.org/10.1177/1464700118754957
Brison, S. (2019). Surviving sexual violence: A philosophical perspective. In W. Teays (Ed.), Analyzing violence against women (pp. 11–26). Springer. https://doi.org/10.1007/978-3-030-05989-7_2
Cahill, A. J. (2001). Rethinking rape. Cornell University Press.
Câmara, M. T., & Lage, N. B. (2025). ‘Boy Dodói’: As narrativas de mulheres em quadrinhos digitais e a representação da masculinidade hegemônica. 34º Encontro Anual de Compós, 34.
Carneiro, M. C. da S. R. (2021). O corpo em tiras: Ficções e autoficções transgêneras nas tiras de Laerte Coutinho. Revista Brasileira de Literatura Comparada, 23(44), 62–77. https://doi.org/10.1590/2596-304x20212344mcsrc
Carvalho, A. P. de. (2017). “Uma mão lava a outra”: Crowdfunding e novas formas de produzir quadrinhos no Brasil [Doctoral dissertation, Universidade Federal de Minas Gerais]. Repositório Institucional UFMG. https://hdl.handle.net/1843/39847
Cerqueira, C., & Gomes, S. (2017). Violência de género nos media: Percurso, dilemas, desafios. In S. Neves & D. Costa (Eds.), Violências de género (pp. 217–238), ISCSP.
Chadwick, R., & Mavuso, J. M.-J. J. (2021). On reproductive violence: Framing notes. Agenda 35(3), 1–11. https://doi.org/10.1080/10130950.2021.1987074
Chute, H. (2010). Graphic women: Life narrative and contemporary comics. Columbia University Press.
Clemente, M. (2022). Feminism and counter-trafficking: Exploring the transformative potential of contemporary feminism in Portugal. Social and Legal Studies, 32(3). 420–440 https://doi.org/10.1177/09646639221119361
Coan, S. (2018). O transfeminismo nos quadrinhos autobiográficos: Um estudo de caso sobre Sasha, a leõa de juba e Chicastrans. Educação Gráfica, 22(3), 63–77.
Coelho, J. (2022, May 2). Venda de livros em Portugal aumentou 35% face a dados de 2021 e preços também subiram. Observador. https://observador.pt/2022/05/02/venda-de-livros-em-portugal-aumentou-35-face-a-dados-de-2021-e-precos-tambem-subiram
Connell, R.W., & Messerschmidt, J. W. (2005). Hegemonic masculinity: Rethinking the concept. Gender and Society, 19(6), 829–859.
Correia, A., & Neves, S. (2024). Newspaper headlines and intimate partner femicide in Portugal. Social Sciences, 13(3), 151. https://doi.org/10.3390/socsci13030151
Crescêncio, C. L. (2019). Porque não houve grandes mulheres cartunistas no Brasil. In D. Marino & L. Machado (Eds.), Mulheres e quadrinhos (pp. 99–103). Skript.
Crescêncio, C. L. (2021). Feminismos e humor gráfico na web: Uma reflexão sobre a produção contemporânea de mulheres no Brasil. Actas das XIV Jornadas de Sociología.
Crescêncio, C. L. (2022). ‘Pilulinhas porretas’ e feministas de Conceição Cahú nos jornais Brasil Mulher e Nós Mulheres (1976–1978). Revista de la Red Intercátedras de Historia de América Latina Contemporánea, 8(15), 154–179.
Crucifix, B. (2018). From loose to boxed fragments and back again. Seriality and archive in Chris Ware’s building stories. Journal of Graphic Novels and Comics, 9(1), 2–33. https://doi.org/10.1080/21504857.2017.1303619
Dalmaso, R. L, & Masella, T. (2017). Entre super-heroínas e corpos não normativos: Subvertendo gêneros no romance gráfico brasileiro Guadalupe (2012). Seminário Internacional Fazendo Gênero 11 & 13th Women’s Worlds Congress (Anais Eletrônicos).
Dantas, D. F., & Nolasco, R. I. (2017). COMIXXX: Corporalidades grotescas e ciborgues no quadrinho independente feito por mulheres no Brasil. Fronteiras – Estudos Midiáticos, 19(3), 390. https://doi.org/10.4013/fem.2017.193.10
Dutton, D. G. (2011). Rethinking domestic violence. UBC Press. (Original work published 1996)
Duxbury, N., Garrett-Petts, W. F., & MacLennan, D. (2015). Cultural mapping as cultural inquiry: Introduction to an emerging field of practice. In N. Duxbury, W. F. Garrett-Petts, & D. MacLennan (Eds.), Cultural mapping as cultural inquiry (pp. 1–42). Routledge.
Eugênio, J. D. (2017). Elas fazem HQ! Mulheres brasileiras no campo das histórias em quadrinhos independentes [Master’s thesis, Universidade Federal de Santa Catarina]. Repositório Institucional UFSS. https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/183629
European Institute for Gender Equality. (2021). The costs of gender-based violence in the European Union. Publications Office of the European Union. https://doi.org/10.2839/063244
Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. (2023). Enfrentamento à violência contra as mulheres e meninas. Guia prático para empresas. Serviço Social da Indústria – Departamento Regional de Minas Gerais.
Fedtke, J. (2020). Gender-based violence in contemporary digital graphic narratives in India. In R. Risam & R. K. Gairola (Eds.), South Asian digital humanities: Postcolonial mediations across technology’s cultural canon (pp. 66–80). Routledge.
Feldman-Bianco, B. (2001). Brazilians in Portugal, Portuguese in Brazil: Construction of sameness and difference. Identities Global Studies in Culture and Power, 8(4), 607–650. https://doi.org/10.1080/1070289X.2001.9962710
Frota, S. V., & Soares, M. (2023). Graphic narrative’s potential for representation: Nódoa Negra and female pain. Revista Lusófona de Estudos Culturais, 10(2), 87–112. https://doi.org/10.21814/rlec.4690
Garraio, J., Amaral, I., Simões, R. B., & Santos, S. J. (2023). Forward and backwards: Sexual violence in Portuguese news media. In K. Boyle & S. Berridge (Eds.), The Routledge Companion to gender, media and violence (pp. 145–154). Routledge.
Guimarães, M. de F. (2021). Cartografia queer nos quadrinhos brasileiros de Tomás, Laerte e Adão Iturrusgarai. Anais V Seminário Internacional Desfazendo Gênero. Realize Editora.
Graaff, K. (2021). The implications of a narrow understanding of gender-based violence. Feminist Encounters, 5(1), 12. https://doi.org/10.20897/femenc/9749
Gray, B. C., & Wright, D. (2017). Decentering the sexual aggressor, sexual violence, trigger warnings and Bitch Planet. Journal of Graphic Novels and Comics, 8(3), 264–276. https://doi.org/10.1080/21504857.2017.1307240
Gray, M. (2020). The risks of representation: Making gender and violence visible in “The Ballad of Halo Jones”. In N. Mickwitz, I. Horton, & I. Hague (Eds.), Representing acts of violence in comics (pp. 139–158). Routledge.
Greer, A. (2017). Murder, she spoke: The female voice’s ethics of evocation and spatialisation in true crime podcast. Sound Studies, 3(2), 152–164. https://doi.org/10.1080/20551940.2018.1456891
Gunne, S., & Thompson, Z. B. (Eds.). (2010). Feminism, literature and rape narratives: Violence and violation. Routledge.
Jauk, D. (2013). Invisible lives, silenced violence: Transphobic gender violence in global perspective. In M. T. Segal & V. Demos (Eds.), Gendered perspectives on conflict and violence: Part A (pp. 111–136). Emerald. https://doi.org/10.1108/S1529-2126(2013)000018A009
Khulman, M. (2017). The autobiographical and biographical graphic novel. In S. E. Tabachnick (Ed.), The Cambridge Companion to the graphic novel (pp. 113–129). Cambridge University Press.
Lelis, C. L., & Lima, M. A. A. (2023). There’s a monster in my mirror: An analysis of the autobiographic graphic novel Monstrans: Experimenting with Horrormones, by Lino Arruda. Revista Lusófona de Estudos Culturais, 10(2), 143–170. https://doi.org/10.21814/rlec.4696
Lodhia, S. (2021). When Draupati says #metoo: Indian comics reimagining gender justice. Feminist Media Studies, 21(5), 791–806. https://doi.org/10.1080/14680777.2020.1736121
Logie, C. H., Okumu, M., McAlpine, A., Lukone, S. O., Kisubi, N., Loutet, M. G., Berry, I., MacKenzie, F., & Kyambadde, P. (2023). Qualitative comic book mapping: Developing comic books informed by lived experiences of refugee youth to advance sexual and gender-based violence prevention and stigma reduction in a humanitarian setting in Uganda. International Journal of Qualitative Methods, 22. https://doi.org/10.1177/16094069231183606
Lopes, S., & Sousa, A. (2024). Relatório de migração e asilo 2023. Agência para a Integração, Migrações e Asilo. https://aima.gov.pt/media/pages/documents/92dd0f02ea-1726562672/rma-2023.pdf
Mandolini, N. (2017). Beyond rape: Dacia Maraini’s Donna in Guerra and Maria Schiavo’s Macellum in the 1970s feminist debate on gender violence. Italian Studies, 72(4), 428–442. https://doi.org/10.1080/00751634.2017.1372975
Mandolini, N. (2021a). Representations of lethal gender-based violence in Italy between journalism and literature: Femminicidio narratives. Routledge.
Mandolini, N. (2021b). Let’s go graphic. Mapping Italian graphic novels against gender-based violence. Journal of Graphic Novels and Comics, 12(5), 939–963. https://doi.org/10.1080/21504857.2020.1809484
Mandolini, N. (2022). Transmediality against transphobia. The politics of transsexual self-portraiture in Fumettibrutti’s work, between comics and photography. New Readings, 18, 88–108. http://doi.org/10.18573/newreadings.121
Mandolini, N. (2023). Re-appropriating abjection: Feminism, comics, and the macabre coming-of-age. Feminist Encounters, 7(2), 32. https://doi.org/10.20897/femenc/13560
Mandolini, N., & Busi Rizzi, G. (2023). Brazilian trans artivism, comics and communities, between digital and print. The cases of Pequenas Felicidades Trans and Transistorizada. European Comic Art, 16(2), 100–124. https://doi.org/10.3167/eca.2023.160205
Mandolini, N., Vacchelli, C., & Lanslots, I. (2024). ‘Col fumetto posso fare di tutto’. Life narratives and the Italian graphic novel. Italian Studies, 79(4), 375–379. https://doi.org/10.1080/00751634.2024.2421079
Marino, D., & Machado, L. (2019). Introdução. In D. Marino & L. Machado (Eds.), Mulheres e quadrinhos (pp. 5–11). Skript.
Martinez, C. M. (2023, October 23). Mercado de publicação de quadrinhos no Brasil cresce 6,19% em dois anos. O Maringá. https://omaringa.com.br/noticias/economia/mercado-de-publicacoes-de-quadrinhos-no-brasil-cresce-619-em-dois-anos/
Martins, F. (2021). Feminismos criminológicos. Tirant Lo Blanch Brasil.
Martins, M. de L. (2006). A lusofonia como promessa e o seu equívoco lusocêntrico. In M. de L. Martins, H. Sousa, & R. Cabecinhas (Eds.), Comunicação e lusofonia: Para uma abordagem crítica da cultura e dos media. Campo das Letras.
Matthews, N. A. (1994). Confronting rape: The feminist anti-rape movement and the State. Routledge.
Mastroberti, P. (2014). Mulheres em quadrinhos no Brasil: O cantar das sereias pescadas pela rede. III Congreso Internacional de Historietas Viñetas Serias: Actas 2014, 58–76.
McDonald, P. (2011). Workplace sexual harassment 30 years on: A review of the literature. International Journal of Management Review, 14(1), 1–17. https://doi.org/10.1111/j.1468-2370.2011.00300.x
McLaughlin, H., Uggen, C., & Blackstone, A. (2012). Sexual harassment, workplace authority, and the paradox of power. American Sociological Review, 77(4), 625–647. https://doi.org/10.1177/0003122412451728
Messias, C. I. (2018). Um panorama da produção feminina de quadrinhos publicados na internet no Brasil [Master’s thesis, Universidade de São Paulo]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/D.27.2019.tde-22022019-150556
Messias, C. I., & Crippa, G. (2017). Mulheres nos quadrinhos: Invisibilidade e resistência. Anais Eletrónicos das 4as Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos.
Moreira, T. B. R. (2023). Women, politics, and graphic humor in the press of the early twentieth century: A brief look at the Brazilian case. Revista Lusófona de Estudos Culturais, 10(2), 37–61. https://doi.org/10.21814/rlec.4691
Moura, P. (2022). Visualising small traumas. Contemporary Portuguese comics at the intersection of everyday trauma. Leuven University Press. https://doi.org/10.2307/j.ctv1r1nqrc
Moura, P. (2023). Webs of self, webs of meaning. Three female fragmentary portraits in post-digital print comics. Revista Lusófona de Estudos Culturais, 10(2), 113–142. https://doi.org/10.21814/rlec.4644
Narcisa, T., & Bonets, V. (2025, April 11). Brasil é o país que mais mata pessoas trans e travestis, aponta dossiê. CNN Brasil. https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil-e-o-pais-que-mais-mata-pessoas-trans-e-travestis-aponta-dossie/
Nogueira, N. A. da S. (2017). Pagu: Política e pioneirismo nas histórias em quadrinhos nos anos de 1930. Anais do XXIX Simpósio Nacional de História. Contra os Preconceitos: História e Democracia.
Oyedemi, T. (2016). Beauty as violence: ‘Beautiful’ hair and the cultural violence of identity erasure. Social Identities, 22(5), 537–553. https://doi.org/10.1080/13504630.2016.1157465
Pandera, A., Grzemmy, D., & Keen, E. (2019). Gender matters: A manual on addressing gender-based violence affecting young people (2nd ed.) Council of Europe.
Pires, M. C. F. (2019). Outras mulheres, outras condutas: Feminismo e humor gráfico nos quadrinhos produzidos por mulheres. ArtCultura, 21(39), 71–87. https://doi.org/10.14393/artc-v21-n39-2019-52027
Purcell, J. B. K., Oldham, C. R., Weiser, D. A., & Sharp, E. A. (2017). Lights, camera, activism: Using a film series to generate feminist dialogue about campus sexual violence. Family Relations, 66(1), 139–153. https://doi.org/10.1111/fare.12228
Queirós, L. M. (2022, February 9). Sector do livro cresceu 16.5% em 2021. Público. https://www.publico.pt/2022/02/09/culturaipsilon/noticia/sector-livro-cresceu-165-2021-1994922
Radford, J., & Russell, D. E. H. (Eds.). (1992). Femicide: The politics of woman killing. Twayne Publishers.
Ribeiro, D. (2019). Lugar de fala. Jandaíra.
Romu, L. (2021). The narrative complexity of showing and telling sexual harassment and violence in Kati Kovács comics. In B. Fägersten, A. Nordenstam, L. Romu, & M. W. Wictorin (Eds.), Comic art and feminism in the Baltic Sea region (pp. 195–214). Routledge. https://doi.org/10.4324/9781003039402
Santos, C. M., & Izumino, W. P. (2005). Violência contra as mulheres e violência de gênero: Notas sobre estudos feministas no Brasil. EIAL – Estudios Interdisciplinarios de América Latina y el Caribe, 16(1), 147–164. https://doi.org/10.61490/eial.v16i1.482
Serano, J. (2007). Whipping girl: A transsexual woman on sexism and the scapegoating of femininity. Seal Press.
Sierpinski, N. R. M. (2021). Autoria de mulheres nas HQs no Brasil: Contranarrativas das autoras premiadas na última década pelo trofeu HQMix [Master’s thesis, Universidade de São Paulo]. Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP. https://doi.org/10.11606/D.27.2021.tde-25042022-145450
Stryker, S., Currah, P., & Moore, L. J. (2008). Introduction: Trans-, trans, or transgender. Women’s Studies Quarterly, 36(3/4), 11–22.
Todd, M., & Watson, E. (2006). Whatcha mean, what’s a zine? The art of making zines and minicomics. Graphia.
van Meeteren, M., & Pereira, S. (2018). Beyond the ‘migrant network’? Exploring assistance received in the migration of Brazilians to Portugal and the Netherlands. Journal of International Migration and Integration, 19, 925–944. https://doi.org/10.1007/s12134-018-0578-9
Vergueiro, W. (2017). Panorama das histórias em quadrinhos no Brasil. Editora Peirópolis.
Vilela, L. (2019). Onde estão as mulheres nos quadrinhos brasileiros? In D. Marino & L. Machado (Eds.), Mulheres e quadrinhos (pp. 277–283). Skript.
Williamson Sinalo, C., & Mandolini, N. (2023). Representing gender-based violence: Global perspectives. Palgrave.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Secção
Licença
Direitos de Autor (c) 2026 Nicoletta Mandolini, Cristina Álvares

Este trabalho encontra-se publicado com a Licença Internacional Creative Commons Atribuição 4.0.
Os autores são titulares dos direitos de autor, concedendo à revista o direito de primeira publicação. O trabalho é licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição 4.0 Internacional.


