Nota introdutória: artes públicas para a comunicação turística?

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DOI:

https://doi.org/10.21814/rlec.2665

Resumo

A arte pública, para além da intenção manifestada na sua produção e escrita por parte dos seus artistas, ou para lá do seu consumo e leitura pelos respetivos públicos, compreende-se igualmente nos processos de mediação entre a sua criação e fruição. Uma tal intermediação é operada por vários contextos comunicativos, como um museu ou um evento numa rua ou praça urbanas. Com efeito, a arte pública é comunicada no seio de múltiplas esferas do espaço público urbano. Ou seja, estende-se e entende-se, funda-se e funde-se em outros processos sociais, de diversas maneiras segundo o tipo de ambiente social onde a arte pública ocorre. Por exemplo, uma obra de arte pública pode articular ou miscigenar dimensões socioeconómicas, políticas e culturais...

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Biografias Autor

Pedro Andrade, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, Portugal

Pedro Andrade é sociólogo e investigador na Universidade do Minho, CECS. Ensinou, nas Universidades de Coimbra e Lisboa, Sociologia da Cultura, Comunicação, Métodos Sociológicos, Humanidades Digitais. Investigação em culturas urbanas, comunicação artística, museus de arte/ciência, literacias, redes sociais digitais (web 2.0/3.0), metodologias/hibrimédia. Coordenador de projetos internacionais, como “Literacia científico-tecnológica e opinião pública” (2005, sobre públicos de museus de Ciência) e “Comunicação pública da arte” (2011, sobre museus de arte e suas relações com au- diências, turismo, metodologias digitais/virtuais, interação hibrimédia, jogos sociológicos/culturais, redes sociais, realidade virtual/aumentada), ambos financiados pela FCT. Participação em redes universitárias internacionais, como Virginia Commonwealth University, EUA; membro do projeto “Manifesto Art and Social Inclusion in Urban Communities” (Reino Unido). Autor de vários livros e artigos científicos publicados em revistas internacionais e nacionais com revisão por pares, indexadas em bases de dados bibliográficas globais (Web of Science, etc.). Diretor da primeira revista científica luso-francesa, Atalaia-Intermundos (desde 1995).

Mário Caeiro, Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha, Instituto Politécnico de Leiria, Portugal

Mário Caeiro é conferencista, programador cultural, curador e investigador no campo da cultura urbana e da arte pública. É autor de Arte da Cidade – História Contemporânea, publicado em 2014. Ativo desde 1995 como curador independente interessado em transdisciplinariedade, retórica, espaço público e cidade, os seus projetos mais conhecidos são: Lisboa, Capital do Nada – Marvila 2001 (2001-2002), Luzboa – Bienal Internacional da Luz (2004/2006); Projeto VICENTE, iniciativa anual integrada no Projeto Revista Lusófona de Travessa da Ermida, Lisboa (2011-), e em curadoria no Museu de Lisboa (2019); e o Festival BELLA SKYWAY (Toruń, Polónia), desde 2009. Doutorado em Artes Visuais e Intermedia pela Universidade Politecnica de Valencia (Espanha), com tese sobre a retórica da arte na cidade. Foi condecorado Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres pelo Governo Francês, em 2005. Leciona na ESAD.CR/IPL desde 2004.

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Publicado

2020-06-29

Como Citar

Andrade, P., & Caeiro, M. (2020). Nota introdutória: artes públicas para a comunicação turística?. Revista Lusófona De Estudos Culturais, 7(1), 7-18. https://doi.org/10.21814/rlec.2665