“Tempos (Presentes) do Colono”: Reminiscências Coloniais na Educação Pública
DOI:
https://doi.org/10.4000/rlec.7424Palavras-chave:
branquitude crítica, decolonialidade, educação formal, África Austral, América LatinaResumo
Esta contribuição examina as continuidades coloniais e a presença da branquitude nas relações sociais vivenciadas em três países do Sul Global. A partir das memórias e das experiências de um grupo diverso de educadoras e educadores que lecionam em escolas públicas de Joanesburgo, Maputo e São Paulo, esta reflexão é coconstruída enquanto integrante de um rol de possíveis análises contemporâneas condizentes com as realidades presentes na África do Sul, em Moçambique e no Brasil. O artigo apresenta uma amostra da coleta de narrativas docentes realizada in loco, entre os anos de 2020 e 2021, bem como os procedimentos metodológicos utilizados para a seleção. Além disso, contextualizações locais e análises críticas com base nos discursos partilhados são demonstradas enquanto resultado da investigação. O texto ainda propõe o estabelecimento de práxis decoloniais e antirracistas como estratégias para a construção coletiva de outras formas de ser e de estar em espaços públicos, especialmente quando situados ao sul do globo. Para isso, são citadas autorias decoloniais, principalmente provenientes dos territórios que protagonizam a pesquisa. De maneira geral, a persistência das colonialidades e a reificação da branquitude são similarmente encontradas nestas sociedades, o que corrobora a discussão crítica desta que é a premissa central deste artigo.
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