A NAÇÃO COMO RELIGIÃO

Luís Machado de Abreu

Resumo


As formas originárias de organização social mostram a estreita interdependência entre sistemas políticos e sistemas religiosos. A pregnância religiosa atribuída ao fenómeno da nacionalidade insere-se nesse cenário de proximidade genealógica do político e do teológico. Os mitos fundadores com que as nacionalidades se legitimam e sacralizam são apenas uma das várias maneiras de conferir dimensão religiosa à realidade nacional. Sendo uma criação dos tempos modernos, o espírito nacional acompanha e difunde-se ao mesmo tempo que se intensifica o processo de secularização da sociedade ocidental. Assume, de modo paradoxal, o estatuto de “Deus da Modernidade” como já foi designado.

Palavras-chave


Nação; religião civil; secularização; Rousseau; Tocqueville

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