Fortificações da baía da Guanabara: memória como educação ambiental para militares

Hermes de Andrade Júnior, Tamar Prouse de Andrade, António Esteves Palma Rosinha

Resumo


O processo de construção do Brasil como nação deixou, em seus cinco séculos de história, um expressivo patrimônio, onde se destacam, particularmente, dezenas de fortificações espalhadas por todo o território brasileiro. Visando a preservar esses conjuntos arquitetônicos, vêm se multiplicando instrumentos legais dos órgãos do poder público voltados diretamente para a preservação do patrimônio histórico-cultural e ambiental. Objetivo. Usar a memória como exercício de construção de conhecimentos ambientais (educação ambiental) por parte de alunos militares que serviam no Forte do Leme. Metodologia. Entrevistas semi-estruturadas eficazes para levantar o processo da criação da APA-LEME e da revitalização da biota circundante degradada, sendo precursoras do elenco de mais documentos secundários que se revelaram fontes valiosas de esclarecimento de fatos. Resultados. A experiência de uso didático relacionado à memória do Leme, resgatada pelos depoimentos e experiências dos sujeitos entrevistados, permite um melhor conjunto avaliativo de atitudes militares de conservação e de catalogação da efetiva participação militar em operações do meio ambiente. A valorização do sistema de fortalezas, importante herança cultural, corrobora para ações voltadas para atividades turísticas, de preservação da memória, de educação ambiental e de intervenções ambientalmente conscientes.

Palavras-chave


Educação ambiental; Forte do Leme; fortificações da baía da Guanabara; patrimônio histórico e cultural; preservação ambiental

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