Políticas Editoriais

Âmbito

A Revista Lusófona de Estudos Culturais (RLEC) tem como propósito servir os países de língua oficial portuguesa, assim como as suas diásporas, proporcionando-lhes condições científicas que lhes permitam configurar os atuais desafios das culturas, das artes e das línguas.

Fundada em 2013 e sendo editada até 2016 numa parceria entre a Universidade do Minho e a Universidade de Aveiro, a RLEC é hoje um projeto editorial do Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS), da Universidade do Minho.

A RLEC conta com uma vasta e qualificada equipa editorial na área dos Estudos Culturais.

Os Estudos Culturais são contemporâneos do movimento de aceleração mundial de bens culturais, pela mobilização tecnológica do planeta, e da assunção da solidariedade coletiva, que tem em vista a nossa segurança global. São contemporâneos, igualmente, do processo de mundialização dos riscos ecológicos e ambientais, pelo que acompanham, por outro lado, o nosso atual desassossego pelas consequências sociais e culturais das biotecnologias, que fundem numa amálgama o humano e o não humano.

E é, sem dúvida, por se instalarem no atual e no contemporâneo e por habitarem o presente e o quotidiano que os Estudos Culturais estão associados aos novos territórios de investigação nas Ciências Sociais e Humanas: os novos grupos sociais de produtores, criadores e divulgadores culturais; os consumos culturais, de hábitos de leitura e de utilização da internet, e de idas ao teatro, ao cinema, a concertos, a museus, a exposições de arte; os estilos de vida, os gostos culturais, os públicos da cultura; os estudos sobre cultura visual, arte, comunicação e estética; os estudos sobre género e as sexualidades; os estudos sobre sub-culturas juvenis, urbanas e sub-urbanas; os estudos sobre receção dos média por jovens e adultos e por públicos particulares, como o são as crianças, os idosos e as minorias étnicas; os estudos sobre os usos dos dispositivos tecnológicos de comunicação, informação e lazer (internet, tablets, iPod, iPad, telemóveis, etc.); os estudos sobre indústrias culturais e e-economia: moda, turismo, férias, museus, publicidade, cinema, televisão, rádio, imprensa escrita, novos média, jogos eletrónicos; enfim, os estudos pós-coloniais, com incidência particular nas narrativas identitárias, nacionais e transnacionais, e nas memórias sociais.

Inscrevendo-se neste espaço social, onde se produzem e reproduzem novas e velhas assimetrias e se constituem e reconstituem novas e velhas hegemonias, a Revista Lusófona de Estudos Culturais estabelece, todavia, um pacto com a mudança social, sonhando com as novas configurações do humano.  

 

 

Políticas de Secção

 

Política de Acesso Livre

Esta revista fornece acesso livre imediato ao seu conteúdo, com base no princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico proporciona uma maior troca global de conhecimento.

 

Estrutura da Revista

A Revista Lusófona de Estudos Culturais é constituída por três secções:

(i) Dossiês temáticos - integrando até 10 artigos de fundo;

(ii) Varia - integrando não mais de 2 artigos;

(iii) Recensões / Entrevistas - integrando ensaios bibliográficos (review articles) e entrevistas.

 

Política Editorial

A Revista Lusófona de Estudos Culturais é uma revista académica de acesso livre, aderente a padrões exigentes do sistema de revisão de pares (peer-reviewing) e dirigida tanto a académicos consagrados, como a investigadores principiantes, nacionais e estrangeiros. Aceita artigos que ajudem a aprofundar o conhecimento crítico e o diálogo cultural e académico entre vários campos das Ciências Humanas e Sociais e das Artes Plásticas e Performativas. Está aberta a contribuições de académicos e profissionais, nas línguas portuguesa e inglesa, fornecendo-lhes um espaço aberto de interacção.

A RLEC aceita propostas de trabalhos académicos originais e inéditos sobre temas relacionados com as chamadas de trabalho e com os objetivos e o âmbito da revista, na forma de (1) artigos e (2) recensões e recebe também entrevistas para apreciação. As contribuições devem ser redigidas tendo em vista a sua relevância e acessibilidade para um público dos Estudos Culturais. Os trabalhos podem ser propostos em português ou inglês, sendo sujeitos a tradução, responsabilidade assumida pelos autores.

 

 

Procedimento Editorial

1. Anualmente são divulgadas duas chamadas de trabalhos. Estas chamadas acontecem no ano imediatamente anterior à publicação dos números da revista em causa. Os autores dos manuscritos submetidos são informados da decisão editorial até 3 meses após o fecho da chamada de trabalhos. Os trabalhos submetidos à RLEC são objeto de uma análise preliminar por parte dos editores dos volumes e da direção da revista que terá como critérios de aceitação: adequação à chamada de artigos (call), aos objetivos e âmbito da revista, o cumprimento integral das normas editoriais, a apresentação de estrutura e conteúdo próprios de artigo científico. Os artigos conformes são considerados para possível publicação, sendo enviados para avaliação por revisores (referees) dentro das normas expostas nos pontos 2 e 3. Os revisores, peritos académicos ou profissionais, de diferentes proveniências institucionais e geográficas, serão recrutados do conselho editorial e, segundo a temática da revista e o conteúdo dos trabalhos submetidos, das áreas dos Estudos Culturais e de outras Ciências Sociais e Humanas.

 

2. A decisão de publicar os trabalhos propostos à revista é do diretor, do diretor- adjunto e dos editores dos números da revista. Tanto no caso dos artigos como das recensões, a decisão depende do parecer favorável de dois revisores externos, sendo um deles falante nativo da língua usada no trabalho, em regime de duplo anonimato (double-blind). A direção da revista reserva-se o direito de promover entrevistas ou outras acções sobre temas de especial relevância para os Estudos Culturais, não estando estas contribuições sujeitas à avaliação de revisores externos.

 

3. Uma vez o artigo enviado para avaliação externa, os dois revisores são solicitados a fazer uma das seguintes recomendações baseadas numa avaliação da qualidade académica do artigo, da originalidade e relevância para a chamada de trabalhos e para os objetivos e âmbito da revista:

 

A. Publicar sem quaisquer modificações.

B. Publicar com pequenas modificações.

C. Sujeito a revisões de fundo e a nova submissão.

D. Não publicar.

 

Publicar sem quaisquer modificações aplica-se a artigos que exigem mudanças simples, mas que são, em todos os outros aspetos, publicáveis na sua forma original. Publicar com pequenas modificações refere-se a textos em que sejam sugeridas pelos revisores pequenas alterações de conteúdo. Artigos recomendados para serem revistos a fundo e a uma nova submissão exigem revisões de conteúdo mais substanciais e uma reavaliação. Os artigos que recebem esta recomendação estão sujeitos, portanto, a uma segunda ronda de revisão, sempre que possível, com os mesmos dois revisores.

Só é permitida uma revisão e uma re-submissão.

Os autores são notificados por correio eletrónico quanto ao resultado do processo de revisão e, no caso das recomendações B ou C, convidados a apresentar uma nova versão até 4 semanas após a notificação.

Uma vez aceite a versão final, é editada e, antes da sua publicação, as provas são enviadas aos autores para que aprovem a sua publicação. Nesta fase, os autores são convidados a não fazerem quaisquer alterações ao conteúdo académico do seu manuscrito. Os autores são informados através de e-mail sobre o número da revista onde o seu artigo será publicado.

Não são devidas aos autores quaisquer taxas no processamento e submissão de artigos.

 

Guia para Autores

Os trabalhos propostos à Revista Lusófona de Estudos Culturais devem ser submetidos eletronicamente após realização de registo (ver "Submissão online").

 

Juntamente com os artigos deverão ser enviados os seguintes documentos, sem os quais não se iniciará o processo de arbitragem científica:

a) Declaração assinada por todos os Autores, atestando i) Que o texto é original; ii) Que sobre ele não pendem conflitos de interesse, e iii) Que o trabalho não está em processo de avaliação ou publicação noutro periódico ou em qualquer outro tipo de obra;

b) Declaração de transferência dos direitos de autor para a Revista Lusófona da Estudos Culturais (ISSN 2183-0886 online, 2184-0458 impressa).

 

Dimensão

- Os artigos completos devem ter entre 5.000 e 8.000 palavras, incluindo título, notas de rodapé e referências.

- Tanto o título como os entretítulos devem ter uma extensão máxima de 120 caracteres com espaços.

- O resumo deve ter entre 200 e 300 palavras e devem ser definidas até cinco palavras-chave.

- A nota biográfica deve ter até 150 palavras.

 

Formatação

Recomenda-se que os originais sejam editados com um espaçamento simples em páginas normalizadas (tipo A4), letra Times New Roman, 12 pt.

 

Organização da informação

Na primeira página do documento devem constar as seguintes informações em português e em inglês: título do artigo, resumo e palavras-chave.

Para assegurar a revisão cega por pares, deve ser retirada qualquer identificação do documento do artigo. Neste sentido, num outro documento (que também indique o título do artigo) deverá ser colocada a seguinte informação:

1) nome(s) do(s) autor(es);

2) nota biográfica com alguns dados curriculares do(s) autor(es), devendo ser apresentada a informação completa sobre a afiliação de todos os autores, incluindo o nome da instituição de origem a três níveis (Ex: Universidade, Faculdade e Departamento/Centro); devem ainda ser referidas as moradas completas (incluindo rua, código postal, cidade e país), o endereço electrónico e o ORCID. Estes dados ficarão disponíveis na versão publicada do artigo, pelo que, ao fornecê-los, consente a sua divulgação nesse número da revista, tanto na versão disponível online, como na versão impressa;

3) agradecimentos e financiamentos (opcional), colocando a identificação da entidade de financiamento completa (designação por extenso e número da bolsa). No caso de ser mais do que uma entidade, as referências são separadas por ponto e vírgula, sendo a última da lista precedida por “e”.

 

Outros aspetos de estilo

- Aspas: usar aspas curvas duplas (“ ”). São usadas para expressões ou palavras irónicas, calão ou sentido figurado, para introduzir citações ou o título de um artigo ou capítulo de livro.

Itálico: usar itálico e não negrito no corpo do texto. O itálico é usado para indicar títulos de livros, para introduzir termos novos ou estrangeirismos, para assinalar palavras ou expressões que mereçam destaque do ponto de vista semântico.

Siglas e acrónimos: escrever as siglas integralmente em maiúsculas quando todas as letras correspondem às iniciais das palavras que as compõem (ex. FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e só com inicial maiúscula, no caso de se tratar de um acrónimo (ex. Sopcom – Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação). As siglas não têm plural (ex. os PALOP e não os PALOPs).

Números: usar a expressão verbal por extenso para números de zero a nove. A partir de 10, usa-se o numeral. Independentemente desta regra, usar sempre numeral em gráficos, tabelas e figuras, em unidades de medida (ex. 5 km), em funções matemáticas, estatísticas, frações, quantidades decimais, ratios e percentagens, números que representam tempo, datas, pontos numa escala e somas exatas de dinheiro. Usar a expressão verbal por extenso sempre que qualquer número comece uma frase e em frações comuns (ex. um quinto dos portugueses).

Elementos gráficos agrupam-se em três tipos: tabelas (todo o tipo de apresentação de dados de dupla entrada), gráficos (todo o tipo de representação gráfica de dados estatísticos) e figuras (todas as outras formas de representação visual – esquema, desenho, fotografia, infografia). No corpo do texto, as menções aos elementos gráficos aparecem sempre por extenso (ex. na Tabela 1). Todos os elementos gráficos têm legenda e não título. As legendas não têm ponto final. As figuras e tabelas devem ser inseridas no texto e enviadas separadamente. O formato utilizado para gráficos e figuras, que deverão vir sempre inseridos no texto Word, é o JPEG ou o TIFF, com uma resolução de pelo menos 300 dpi. As tabelas devem estar em formato editável, sem conversão em imagem.

Títulos e entretítulos: nunca terminam com ponto final (apesar de poderem ter outras formas de pontuação – interrogação ou exclamação). Por princípio, os títulos e os entretítulos só devem ter inicial maiúscula na primeira palavra. Os entretítulos podem ser numerados se a numeração favorecer a estrutura do texto.

Notas de rodapé: usar notas de rodapé e não notas de fim de documento. 


Os textos em língua portuguesa devem ser coerentes relativamente ao novo acordo ortográfico. 

Além disso, não ignorando as diferenças de ortografia que se registam entre os países de língua portuguesa, mesmo atendida a nova ortografia, o CECS recomenda que se respeitem as particulares de redação do Português nas suas diversas variantes (Brasil, Angola, Moçambique…).


Outras especificações devem ser consultadas no Manual de Estilo do CECS.

 

 

Normas de Referenciação Bibliográfica

A revista RLEC, como as demais publicações do CECS, segue genericamente o estilo APA (6ª edição), orientando-se sumariamente pelos seguintes princípios.

 

Citações e referências bibliográficas no corpo do texto 

- Todas as citações devem ser traduzidas para a língua em que o texto está redigido. Não se coloca em rodapé a versão original do trecho traduzido.

- As citações fazem-se dentro de aspas curvas duplas (“ ”), em texto normal e não em itálico. As citações com 40 ou mais palavras figuram destacadas do corpo do texto, em tabulação recuada, letra um ponto inferior e sem aspas.

- As referências bibliográficas relativas às citações incorporadas seguem o seguinte formato: (Kovarick, 2010, p. 134). Em citações no corpo do texto, a pontuação (ponto final ou vírgula) é colocada a seguir à referência. As citações destacadas terminam com ponto final antes da referência. 

- Não se usam expressões como idem, ibidem, apud, op. cit…

- Para citações em segunda referência: (citado em Kovarick, 2010, p. 134) (quoted in Kovarick, 2010, p. 134).

 

Síntese das situações mais comuns de referenciação no corpo do texto

 

Lista de referências bibliográficas do final do texto

Os três principais tipos de referências bibliográficas utilizados em textos académicos incluem livros, capítulos de livros e artigos em revistas científicas:

Balonas, S. (2011). Publicidade sem código de barras. Ribeirão: Húmus.

Pires, H. (2011). De passagem. Nos rastos de um percurso imaginário. In M. Martins; J. B. Miranda; M. Oliveira & J. Godinho (Ed.), Imagem e pensamento (pp. 167-188). Coimbra: Grácio Editor.

Pereira, S. (2013). More technology, better childhoods? The case of the Portuguese ‘One laptop per Child’ programme. Communication Management Quarterly, 29, 171-198. DOI: 10.5937/comman1329171P

As referências que reportem a localizações na internet são precedidas da expressão “Retirado de”/“Retrieved from”, sem menção à data de consulta da ligação.

 

Outras especificações devem ser consultadas no Manual de Estilo do CECS.

 

Conduta Ética

Os autores devem assegurar que a referenciação das fontes usadas na produção do trabalho científico é rigorosa e abrangente e obter permissão dos detentores de direitos autorais para reproduzirem ilustrações, tabelas ou figuras.

Os autores devem identificar, seguindo as instruções dadas anteriormente, as entidades financiadoras do seu trabalho.

Os autores devem assegurar a correta inserção dos nomes dos autores e co-autores nas respectivas publicações, bem como a expressão do devido reconhecimento a outros colaboradores, quando tal se justifique, seguindo as instruções dadas anteriormente.

 

Qualquer pedido de esclarecimento adicional deve ser dirigido a rlec@ics.uminho.pt

 

Direitos de Autor

Os autores, individuais ou colectivos, dos artigos publicados transferem para a Revista Lusófona de Estudos Culturais o exclusivo do direito de publicação sob qualquer forma.

 

Código de Ética da Revista

A RLEC partilha os princípios gerais de boas práticas e valores éticos na investigação científica que integram o Código de Conduta Ética da Universidade do Minho. Seguindo o disposto no ponto III.2 do referido código, considera reprováveis condutas que “violam a integridade do investigador, e, como tal passíveis de sanções, as que a seguir se tipificam, de modo não exaustivo:

a) A prática de plágio;

b) A apropriação de criações intelectuais de outrem, protegidas pelas regras da propriedade intelectual, sem consentimento legal;

c) A fabricação de resultados ou a sua falsificação;

d) A utilização de falsas informações curriculares;

e) A apresentação do mesmo trabalho, no todo ou em parte, em publicações posteriores, sem a menção explícita da fonte original e das partes replicadas;

f) A distorção intencional de resultados para privilegiar uma dada linha de orientação do trabalho ou para satisfazer interesses alheios à verdade científica”.

 

A RLEC procura investigar alegações de plágio ou de uso indevido de artigos publicados na revista. Igualmente, procura proteger a reputação da revista contra a negligência. Os artigos submetidos são verificados usando um software de verificação. Se for detectado plágio num artigo, se for incluído material de terceiros sem obtenção prévia de permissão de direitos autorais ou com aviso insuficiente, ou se a autoria do artigo for contestada, a RLEC reserva-se o direito de tomar medidas, incluindo, mas não limitadas a: publicar uma errata ou retificação (correção); retirar o artigo da revista; levar o assunto a organismos académicos; proibir o autor de publicar na revista, ou tomar medidas legais adequadas.